O poema ignora a cronologia.
Interrompe a lógica
Permite a concentração de qualquer coisa
no espaço de coisa nenhuma.
No espaço de coisa nenhuma surge o que é.
O poema abre um vazio no caos
e recompõe o caos do vazio.
O poema é a desestrutura estruturante
aquilo que não se define
posto que todo poeta tenta indefinição.
O poema é caminho para os perdidos
É escuridão para os muito iluminados.
O poema é não.
O poema não tem explicação.