Tanto para fazer, meu bem...
Não há tempo para bobagens.
E é por isso que vou caminhar na praia
ou ler poesia ou ouvir música ou encontrar uma amiga.
Uma lista infinita de trabalho e estudo e tudo o mais.
Por isso vou comprar um sorvete lá na esquina ou alugar um filme
ou ficar juntinho de você assistindo televisão ou dormindo mesmo
ou ainda posso passar um tempo olhando as nuvens.
A cada dia essa vida exige mais produção, preciso produzir.
Por isso vou prolongar meu domingo pesquisando novos poetas
ou inventar uma palavra para reconsiderar a própria poesia
ou podemos simplesmente ficar de mãos dadas, meu bem... enquanto a noite passa...
Há muito o que fazer.
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domingo, 7 de novembro de 2010
sábado, 6 de novembro de 2010
Noite sozinha
Madrugada.
Luz elétrica.
Quarto arrumado.
Fotos e anjos na mesa.
Barulho lá fora.
As vozes não calam
As vozes não me deixam pensar...
Mas penso.
Paz.
Amor.
Ressurreição da vida alegre.
Os tempos mudaram.
Tudo é igual.
As vozes calaram.
(2001)
Luz elétrica.
Quarto arrumado.
Fotos e anjos na mesa.
Barulho lá fora.
As vozes não calam
As vozes não me deixam pensar...
Mas penso.
Paz.
Amor.
Ressurreição da vida alegre.
Os tempos mudaram.
Tudo é igual.
As vozes calaram.
(2001)
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Noite
Luz elétrica.
Quarto bagunçado.
Jogos pelo chão.
Chinelo ao lado da cama.
Livros e livros.
Poesia presente em tudo.
Versos na solidão.
Mosquitos mais que o esperado.
Barulho do ventilador.
Guerra com os mosquitos.
Vontade de dormir
de derramar lágrimas.
Contudo, de sorrir.
Desejos tardios
de amores futuros
de roupas novas
Mais, de sonhos bons.
(2001)
Quarto bagunçado.
Jogos pelo chão.
Chinelo ao lado da cama.
Livros e livros.
Poesia presente em tudo.
Versos na solidão.
Mosquitos mais que o esperado.
Barulho do ventilador.
Guerra com os mosquitos.
Vontade de dormir
de derramar lágrimas.
Contudo, de sorrir.
Desejos tardios
de amores futuros
de roupas novas
Mais, de sonhos bons.
(2001)
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Paciência
Paciência entrou pela porta e disse que ia fazer uma hora por aqui.
Ah! que bom e agradeço a visita.
Mas aconteceu uma qualquer coisa que fez tocar o celular
E Paciência partiu rumo ao desconhecido em outro bairro talvez.
Paciência é uma grande amiga e aliada.
Mas, coitada, cheia de compromissos que requerem sua participação.
Agora, sem Paciência, a sala parece mais vazia
Procuro um novo arranjo para a decoração e quem sabe a Dona Ação venha visitar.
Vou atender a porta.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Encantada
Fada madrinha que nada.
É a realidade batendo na porta.
Querida, abra.
O mundo lá fora é gigante e só cabe mágica
se for brilhantemente construída por cientistas.
Querida, preste atenção.
Pouco importa fada madrinha se o condão for de pó encantado.
Quem canta está lá fora lutando para ser ouvido
e não aí dentro fingindo que ainda escuta.
Toc Toc
Quem é quem é? quem será?
Querida, o mundo é gigante e só cabe abrir a porta com as mãos.
É a realidade batendo na porta.
Querida, abra.
O mundo lá fora é gigante e só cabe mágica
se for brilhantemente construída por cientistas.
Querida, preste atenção.
Pouco importa fada madrinha se o condão for de pó encantado.
Quem canta está lá fora lutando para ser ouvido
e não aí dentro fingindo que ainda escuta.
Toc Toc
Quem é quem é? quem será?
Querida, o mundo é gigante e só cabe abrir a porta com as mãos.
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domingo, 31 de outubro de 2010
Intuição
Necessidade de se aconchegar no canto.
Proteger as migalhas de compreensão d' alma.
Ignorar a lógica sobrepor o sentimento permitir emoção.
Encontrar a postura correta para cheirar mais forte a brisa que passa.
Constranger os argumentos baratos de concretismo vedado ao matinho transgressor.
Procurar a ondulação de movimentos que carrega a possibilidade de continuar na mudança.
Enxergar para além do que olho vê.
Acariciar o sentimento enquanto a brisa bate para
compreender no canto d' alma a vida surgir do concreto.
Ousar nas ondas para que a mudança seja o cotidiano aconchego da emoção.
Proteger as migalhas de compreensão d' alma.
Ignorar a lógica sobrepor o sentimento permitir emoção.
Encontrar a postura correta para cheirar mais forte a brisa que passa.
Constranger os argumentos baratos de concretismo vedado ao matinho transgressor.
Procurar a ondulação de movimentos que carrega a possibilidade de continuar na mudança.
Enxergar para além do que olho vê.
Acariciar o sentimento enquanto a brisa bate para
compreender no canto d' alma a vida surgir do concreto.
Ousar nas ondas para que a mudança seja o cotidiano aconchego da emoção.
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